Centro Voluntários do Sofrimento

O CVS (Centro Voluntários do Sofrimento) é uma associação diocesana confederada a nível internacional com a Confederação CVS internacional. É constituída por fiéis pertencentes aos sectores de leigos (Voluntários do Sofrimento, Irmãos e irmãs dos doentes) e de clérigos (Liga Sacerdotal Mariana), que se comprometem com a mesma obra de apostolado.

 

Finalidade

O CVS dá resposta à intuição carismática de Mons. Novarese, que vê no sofrimento oferecido pelo doente uma participação no mistério pascal de Cristo e o torna apóstolo e, por isso, primícia e profecia para a valorização de toda a situação de sofrimento presente na vida do homem.

Para cumprir a sua missão, o CVS adere aos pedidos de oração e penitência característicos da espiritualidade mariana de Lourdes e de Fátima, que reconhece como momentos e lugares carismáticos da Associação.

Todos os associados (Voluntários do Sofrimento, Irmãos dos Doentes, Liga Sacerdotal Mariana) cumprem o seu papel activo de sujeitos responsáveis, oferecendo a sua própria espiritualidade, bem como a acção daí resultante, como dom e enriquecimento para a Igreja e para a sociedade.

Espiritualidade

O CVS reconhece que está enraizado nos pedidos de oração e penitência feitos pela Virgem Maria em Lourdes e em Fátima, pela reparação dos muitos pecados que ofendem o Coração de Jesus e o Coração Imaculado de Maria; pela conversão dos pecadores; pelo Papa, pelos sacerdotes e o seu ministério; e pela paz.

Os associados do CVS vivem a sua vocação baptismal e a sua missão apostólica em comunhão com Cristo crucificado e ressuscitado, acolhendo a presença especial de Maria na vida da Igreja (Jo 19, 25-27) e entregando-se à “Santa Mãe” que forma os verdadeiros apóstolos de Cristo.

Esta consciência dos compromissos baptismais de cada um exige uma adesão plena da vontade, em ordem a uma aceitação corajosa da própria vida, sem se resignar ao mal e à fraqueza, sem fugir ou esconder a sua própria situação de sofrimento; crescendo na pratica do bem e desenraizando o mal de si. Nesta união com Cristo, a pessoa que sofre acolhe não só a salvação, o sentido, a esperança e a consolação para a própria vida, mas também responde ao apelo a um empenho apostólico com anúncio do Evangelho aos irmãos.

O Mistério Pascal revela à pessoa que sofre a profundidade da comunhão com Cristo crucificado e ressuscitado, como única e exaustiva proposta de vida plena.

Dinâmica pastoral

A metodologia pastoral de que o CVS se serve é a da “presença que acompanha” e que conduz à salvação, característica do trecho evangélico referente aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35), que o fundador, Mons. Luís Novarese, apontou como especial missão daqueles que sofrem: “O doente, por meio do doente, com a ajuda do irmão são”.

A mensagem mariana de Lourdes e de Fátima oferece-nos uma re-leitura original dessa presença como estilo pastoral e como critério de acção apostólica. De facto a Virgem Imaculada, tornou-se presente na história da humanidade, fiel à caminhada de cada um, apoiando na superação das dificuldades, do sentimento de derrota e de frustração. A base desta presença evangelizadora, que é lugar de formação e de promoção integral, é o Grupo ao qual cada membro pertence e que trabalha para desenvolver “a actividade promotora total, que é a integração activa na Igreja, na família e na sociedade” (Fichas para os grupos).

O projecto formativo geral do CVS, a nível internacional e nacional, é definido pela Confederação dos Silenciosos Operários da Cruz e pelos Centros Voluntários do Sofrimento.

Ao Conselho diocesano competirá elaborar a aplicação completa e orgânica do projecto à realidade local, definindo o programa formativo dos vários sectores por faixas etárias. Esse projecto, que deverá ser suficientemente pormenorizado, é aprovado e implementado pela Assembleia.

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