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Anotações sobre a história das fundações

O Fundador, Mons. Luís Novarese, durante os anos, foi amadurecendo e propondo a espiritualidade da Associação em vários sectores, com o objectivo de chegar a todas as pessoas.

No mês de Maio de 1943, Monsenhor Luís Novarese, por acordo e exortação dos seus superiores na Secretaria de Estado, criou a “Liga Sacerdotal Mariana”, no intuito de, pela ligação entre Maria Santíssima e a fraternidade sacerdotal, ir ao encontro das necessidades dos padres doentes ou de qualquer modo carenciados.

Esta acção pastoral foi logo entendida como cumprimento dos pedidos feitos por Nossa Senhora em Lurdes e em Fátima.

A sua actividade apostólica alargou-se ao mundo dos leigos, assentando sobre as mesmas bases de actuação, com a fundação do movimento “Voluntários do Sofrimento” para doentes (17 de Maio de 1947). A Irmã Superiora Elvira Myriam Psorulla ajudou-o a trazer à vida esta obra.

No acto da fundação, foi vigorosamente afirmado o compromisso pleno baptismal da pessoa doente, não apenas como “objecto” de assistência, mas também como “sujeito” de acção, empenhada num apostolado específico a cumprir para bem da Igreja e da sociedade.

Já dentro deste movimento, o fundador veio a descobrir a necessidade de designar, com o nome de “Silenciosos Operários da Cruz”, um grupo de pessoas que garantisse a continuidade da obra, assumindo funções de direcção, vivendo a radicalidade da dedicação ao apostolado mediante a prática dos conselhos evangélicos e a “consagração” à Virgem Imaculada.

A 11 de Novembro de 1950, decidiu-se dar início a esse grupo, que em seguida ganhou forma mediante o acolhimento das pessoas doentes ou incapacitadas que já tinham aderido à espiritualidade dos “Voluntários do Sofrimento”. Assim, através de acto público notarial, que teve lugar a 11 de Fevereiro de 1960, foi assegurado a este grupo o estatuto jurídico de “associação”.

A 15 de Agosto de 1952, o movimento abriu-se a um novo ramo, o dos “Irmãos dos Doentes”, composto de fiéis leigos que, pelo exercício da caridade para com os doentes e pela santificação do seu trabalho, partilhavam do apostolado dos “Voluntários do Sofrimento”.

Por fim, no ano de 1973, foi adicionado o ramo “Irmãs e Irmãos Efectivos dos SODC”, que se comprometiam a viver a espiritualidade dos SODC e a ajudá-los no apostolado, tendo também sido constituído um ramo associativo para Bispos que pediam para partilhar da espiritualidade e finalidade da obra.

Com a revisão dos Estatutos houve a aprovação pelo Pontifício Conselho para os Leigos da Associação Silenciosos Operários da Cruz e da CVS Internacional - confederação internacional para o apostolado das pessoas que sofrem.

 
Esta página foi actualizada em: 30/10/07