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Juntos com o CVS |
Juntos, n. 75 - 2002 |
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Editorial Em
silêncio para contemplar (A.M.
Lanari, sodc) Com
certeza, esta não é nenhuma novidade, o próprio Jesus nos disse: “Tu,
porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta,
reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de
recompensar-te” (Mt. 6, 6). Esta poderia ser a atitude a tomar para nos prepararmos para a vinda do Senhor: aprender a entrar no íntimo de nós mesmos, fechando a porta da fantasia, da memória, das coisas que nos ocupam e nos preocupam, para entrar num perfeito silêncio interior, um silêncio que ama, que encontra Deus, que se deixa encontrar por Deus e que escuta aquilo que Deus quer manifestar .
Um Guia que continua RIQUEZAS
DESCONHECIDAS
(A.Aufiero)
Para reflectir Algumas reflexões
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Acção
Missionária em Angola Um
Povo que sofre...um Povo de fé (André
Antunes Batista) O
povo angolano é um povo que sofre, mas também um povo que dá um grande
testemunho de fé e de esperança. Há
poucas semanas regressei de uma acção missionária em Angola. Foram
muito variadas as experiências, os sentimentos... Mas o que, de facto,
mais impressiona quem está embrenhado numa cultura de tipo ocidental como
a nossa, é realmente a aparente contradição entre as degradantes condições
de vida do povo angolano humilde, por um lado, e ao mesmo tempo a sua
alegria e generosidade. A pobreza e a felicidade parecem proporcionais,
andam de mão dada. As próprias assimetrias sociais verdadeiramente gritantes e até revoltantes no seio da sociedade angolana, confirmam o facto de a generosidade e a partilha serem próprios dos mais humildes e dos mais pobres, por mais contraditório que isto pareça. Quanto mais nos afastamos das cidades e convivemos com as gentes simples das aldeias do interior, mais experimentamos aquela alegria, aquela abertura de espírito que é completamente impossível de traduzir.
VISITAR
O DOENTE
(Luciano Manicardi) Visitar uma pessoa doente é tarefa delicada e arriscada. Facilmente uma suposta boa acção pode transformar-se em expressão de poder e da fuga do limite, marcando negativamente a experiência de quem já está a sofrer. Gratuidade e liberdade podem pelo contrário salvar o gesto, pondo ambos os interlocutores ao mesmo nível e deixando que seja a debilidade a ditar os tempos e os modos do encontro.
UMA IDEIA NUMA SIMPLES HISTÓRIA O homenzinho de sal andava a dar a volta pelo mundo para o conhecer, e no fim chegou junto do mar: «Quem és?». - «Sou o mar». - «O que é o mar?». - «Sou eu». - «Mas, não compreendo». - «Então mete o teu pé na água por um pouquinho». O homenzinho de sal fez o que lhe disse o mar e depois retirou-o logo: «Tu tiraste-me qualquer coisa». - «Tiveste de dar-me alguma coisa para puderes conhecer-me. Queres conhecer-me ainda melhor?». E o homenzinho de sal meteu-se cada vez mais dentro do mar, dissolveu-se sempre cada vez mais e assim ficou a conhecer o mar cada vez melhor.
Délia
Carina da Silva Tomás Obrigada Délia! Agora a nossa história assume o valor do real!
Estatuto
CVS UMA
“PRESENÇA QUE ACOMPANHA” O artigo 6 do Estatuto do Centro Voluntários do Sofrimento afirma que «A metodologia pastoral do CVS realiza a “presença que acompanha” e conduz à salvação, característica do passo evangélico sobre os discípulos de Emaús (Lc. 24,13-35), que Mons. Luís Novarese, afirmou como particular missão dos que sofrem: «o doente por meio do doente com a ajuda do irmão são». A mensagem mariana de Lourdes e Fátima - conclui o artigo - oferece ume releitura original de uma tal presença como estilo pastoral e critério de acção apostólica».
CVS
“NON STOP...” No
final deste ano ao viver muitas e diferentes experiências, sentimos um
profundo desejo de agradecer o Senhor por tudo aquilo que fomos aprendendo
e pela Sua presença que descobrimos junto de nós. O
CVS em retiro: De
9 a 13 de Setembro o CVS esteve a viver o seu retiro anual. Para
participantes e animadores foi uma experiência enriquecedora de
aprofundamento de fé e de aproximação cada vez mais profunda do Senhor
e Mestre Jesus. Para
mim, ao dar o meu contributo na equipa de animação, foi uma vivência
positiva da presença de Deus que se manifesta na simplicidade e na
grandeza de vida daqueles que, experimentando a realidade do sofrimento,
vivem a fé e o amor a Deus de uma forma intensa e extraordinária. São a
imagem perfeita de Cristo sofredor, que vivendo o sofrimento o torna
redentor pela forma como o entende, como o vive e como o transmite. Pela
presença e pela simples forma de estar deixam evidenciar uma serenidade
resplandecente num sorriso transparente, uma paz interior e uma harmonia
dadora de uma felicidade que trasborda e que contagia.
(Fernando Carvalho) Abrir
portas e janelas: Nestes
quatro dias eu percebi que por vezes andamos distanciados de Deus, e o
quanto vivemos sem Lhe dar a atenção que merece. Agimos um pouco como
Zaqueu que tinha uma vida cheia de crimes, mas mesmo assim Jesus, contra
vontade de todos, quis ficar em sua casa, quis que ele abrisse as portas
do seu coração. E como Pedro que não conseguiu confiar, só quando viu
que precisava e Jesus lhe deu a mão é que acreditou. Como ele, nós
muitas vezes fechamos a porta e as janelas de nossa casa, somos pedras
mortas, porque o medo toma conta de nós. Percebi que antes de nos
encontrarmos com Deus temos que nos encontrar connosco próprios para aos
poucos fazer com que os nossos medos tenham muito menos importância. (Cátia
Vanessa) SILENCIOSOS
OPERÁRIOS DA CRUZ (Angela Petitti,
sodc) Conjugar
o verbo “trabalhar”. Chamamo-nos
Silenciosos Operários da Cruz. Já alguma vez vos perguntastes porquê operários?
A palavra é clara; indica alguém que trabalha, que cumpre uma obra.
Poderíamos escrever muitas páginas sobre o sentido do trabalho,
sobre a sua utilidade e dignidade, sobre a sua necessidade e precariedade,
sobre o sentido de opressão e de libertação que ele exercita sobre o
homem. Para não falar de todos os problemas que estão ligados ao
trabalho, problemas de ordem psicológica, social, religiosa, relacional.
Trata-se de uma realidade que envolve a pessoa praticamente em todos os níveis
do seu ser e no inteiro arco da sua vida. Poderíamos pensar que o
trabalho é uma actividade totalmente humana. |
Ultimo aggiornamento 2005/12/06