Centro Voluntários do Sofrimento

PROFETAS PARA UMA COMUNIDADE NOVA

 FECHE A JENELA 


Um caminho espiritual e apostólico da pessoa doente dentro da comunidade cristã

Fichas para os encontros de grupo ano 2003-2004


     

Ficha 9

    

Os discípulos de João (Lc. 5, 33-39)

       

A partir da vida

A nossa fé, a comunhão com Cristo, mudam realmente a nossa vida? O perigo de ser odres velhos que caem em pedaços deve tornar-nos vigilantes. Quando o esposo está presente é tempo de festa. É uma consciência que devemos ter nos momentos de alegria, mas também quando nos apanha a tristeza. Nestas ocasiões o lugar no qual guardamos a alegria da festa é o fundo do coração.

      

Confronto com o texto

O comportamento dominante na pregação de João Baptista era a penitência, num contesto de purificação baptismal. Pelo contrário, quando Jesus esteve presente no mundo, utilizou como modelo do agir humano o do banquete, sinal de comunhão, de partilha e de alegria pela presença do Reino.

A novidade que Jesus Cristo introduz no mundo não é um remédio para a realidade precedente (quase como um remendo no vestido). O Filho de Deus introduz no mundo uma novidade que deve substituir completamente a precedente, já velha. O exemplo dos odres e do vinho lembra com realidade a dificuldade de enfrentar a mudança desapegando-se das certezas já adquiridas. Nem sempre é fácil saborear e desejar a novidade do Evangelho, ultrapassando os esquemas velhos.

      

A nossa missão (indicações para o apostolado do CVS)

As vezes, na comparação com as pessoas doentes ou com deficiência, podemos cair no perigo de dar a impressão que andamos à procura de respostas para apenas remediar. Dando um remédio espiritual para oferecer como alternativa, pois que não conseguimos operar uma cura clínica imediata. É como se disséssemos: «não conseguindo curar-te, consolo-te com boas palavras». Não é esta a perspectiva do CVS. Esta seria, em verdade, um “pano” de pouco valor sobre qualquer vestido. Pelo contrário o anúncio da fé quer oferecer uma resposta definitiva e não um qualquer remédio provisório e assistencial. A novidade do Evangelho exige a escolha de tornar-se protagonistas do próprio resgate pessoal e social. Viver como filhos de Deus é a meta mais alta pela própria dignidade e realização, e é uma “cura” sempre possível.