Centro Voluntários do Sofrimento

PROFETAS PARA UMA COMUNIDADE NOVA

 FECHE A JENELA 


Um caminho espiritual e apostólico da pessoa doente dentro da comunidade cristã

Fichas para os encontros de grupo ano 2003-2004


     

Ficha 8

    

O baptismo de Jesus (Lc. 3, 21-22)

  

A partir da vida

Estar em oração é uma atitude frequente na nossa experiência cristã. Arrisca-se talvez a tornar-se um hábito, com certeza um bom hábito, mas por vezes fica uma oração distraída e repetitiva. A narração do baptismo de Jesus lembra-nos que a identidade de Deus foi manifestada no rosto do Filho encarnado. A partir daqui podemos tirar proveito para adquirir mais conhecimento de Deus e para a nossa oração, para que seja respeitosa do rosto de Deus que Jesus nos revelou.

      

Confronto com o texto

Jesus convive com os pecadores, faz-se solidário com eles. O homem Jesus vive na plenitude a solidariedade com os homens, com os marginalizados e com os pecadores. A todos os que se reconhecem necessitados de salvação, vem revelado o rosto de Deus, o do Filho único. Jesus também é plenitude do rosto humano, a imagem realizada da nova humanidade na qual o Pai encontra complacência.

      

A nossa missão (indicações para o apostolado do CVS)

Uma primeira indicação para o nosso empenho de apostolado nasce da imagem que Deus quer dar de si mesmo: o Deus-connosco. Sabemos que frequentemente o sofrimento grava em nós uma outra imagem de Deus, diferente daquela que aparece no rio Jordão durante o baptismo de Jesus. Deus aparece à pessoa que sofre, como o Deus longínquo e incompreensível. Um rosto desconhecido que realiza os Seus desígnios incompreensíveis e não o Pai misericordioso que tem como único desígnio a salvação de cada pessoa. Restituir o autêntico rosto de Deus às nossas irmãs e irmãos que sofrem é o papel fundamental do nosso apostolado.