DECRETO de Reconhecimentodos
Silenciosos Operários da Cruz como
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A
associação Silenciosos Operários da Cruz é um movimento que foi
fundado por Monsenhor Luís Novarese e pela Irmã Elvira Myriam Psorulla e
iniciou a actividade que lhe é própria no dia 1 de Novembro de 1950. Os seus
membros, incluindo clérigos e leigos, têm por objectivo, mediante uma entrega
total a Deus, dar testemunho de plena e intensa comunhão com Cristo no apoio às
pessoas que sofrem. A 18 de
Fevereiro de 1960, esta mesma associação foi reconhecida pela Igreja, pela
primeira vez, como uma Pia União na Diocese de Ariano Irpino; depois foi
contemplada com o título de “Primária” com o Breve Apostólico Valde
probandae emitido por Sua Santidade o Papa João XXIII,
a 24 de Novembro do mesmo ano.
Esta associação tem contribuído, desde a sua fundação, para uma
vigorosa consciencialização da vocação e do papel precioso que os doentes
desempenham na Igreja e no mundo, por serem chamados a cumprir uma tarefa específica
de evangelização mediante as suas próprias vivências. «O sofrimento e a doença fazem parte do mistério do homem
neste mundo. Está certo, sem dúvida,
lutarmos contra a doença, já que a saúde é um dom de Deus. Mas também é importante saber interpretar os desígnios de
Deus quando o sofrimento nos bate à porta.
A “chave” dessa interpretação é a própria Cruz de Cristo» (João
Paulo II, Homilia de 11 de Fevereiro do ano 2000, Jubileu dos Doentes).
Manifestação da solicitude dos fundadores do movimento em prol dos
doentes e dos que sofrem é a instituição do Centro de Voluntários do
Sofrimento em várias Dioceses, enquanto espaço de acolhimento dos doentes
e pessoas que sofrem, e que partilham da espiritualidade dos Silenciosos Operários
da Cruz.
O Concílio Ecuménico Vaticano II, tal como o magistério pós-conciliar,
têm dado especial atenção às formas associativas de participação na vida
da Igreja, manifestando profunda estima e consideração por elas (cfr. Decreto
sobre o apostolado dos Leigos Apostolicam actuositatem, 18, 19 e 21;
Exortação apostólica pós-sinodal Christifideles laici, 29).
Nessa mesma tendência, Sua Santidade o Papa João Paulo II, ao inaugurar
o novo milénio, escreveu que é muito importante «promover as várias
realidades associativas, que, tanto nos modos tradicionais como nas formas mais
modernas de movimentos eclesiais, continuam a dar à Igreja uma vivacidade que
é um dom de Deus e que constitui uma autêntica primavera do Espírito» (Carta
Apostólica Novo Millenio ineunte, 46).
Face ao pedido que nos foi remetido pelo Rev.do Padre João Torre,
Moderador Geral, e no qual solicita a este dicastério o reconhecimento dos Silenciosos
Operários da Cruz como associação privada internacional de fiéis assim
como a aprovação dos respectivos Estatutos;
Atendendo à oportunidade de aprovar os Estatutos da dita associação;
Consultados os artigos 131-134 da Constituição Apostólica Pastor
Bonus sobre a Cúria Romana e também o cânone 312, par. 1, 1.º do Código
de Direito Canónico, o Conselho Pontifício para os Leigos decreta :
1.º O reconhecimento dos Silenciosos Operários da Cruz como
associação privada internacional de fiéis, de direito pontifício, com
personalidade jurídica, nos termos dos cânones 298-311 e 321-329 do Código de
Direito Canónico.
2.º A aprovação dos Estatutos da associação, que vão devidamente
autenticados por este dicastério e depositados no respectivo Arquivo, pelo período
de cinco anos, ad experimentum.
Vaticano, dezassete de Maio
do ano dois mil e um.
Stanislaw Rilko
James Francis Card. Stafford
Secretário
Presidente
Ultimo aggiornamento 2008/07/03